quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PLANO INFALÍVEL?

                                
Sempre que o Corinthians desperdiçava a chance de se tornar líder do Brasileiro ao perder pontos importantes, o discurso era que ainda dava tempo de recuperar, já que o time ainda tinha um jogo a menos pra disputar. Depois de ontem, a desculpa acabou, e o plano (assim como o time) foi por água abaixo. O todo-poderoso perdeu mais pontos importantes, e começa a ver o título de binóculo.

O Timão jogou ontem a rodada que estava atrasada no calendário, o jogo entre Corinthians e Vasco era pra ter acontecido dia 1° de Setembro, mas por conta das comemorações do centenário, o alvinegro paulista adiou a partida. Os corinthianos vinham confiando nos 3 pontos que podiam somar neste confronto, para voltar a ficar perto do título em 2010, mas o time confirmou a péssima fase, e perdeu mais uma. Lembrando que se o time deixasse o jogo acontecer em setembro, jogaria com bem menos desfalques, e em uma fase melhor.

 O time corinthiano vinha de uma sacolada aplicada pelo fraco Atlético-GO, e da demissão mal explicada de Adilson Batista. A crise já beirava o Parque São Jorge, e se instalou de vez na fazendinha depois da derrota por 2 a 0 para o Vasco, somando 6 jogos seguidos sem vitória.

Aquele Corinthians que vinha forte na disputa pelo título (tirando os últimos jogos) nem passou perto do São Januário ontem. A apatia e falta de vontade dos jogadores impressionou quem assistia, e o inevitável aconteceu. O Timão jogou como time que disputa pra não ser rebaixado, e deixou o (nem tão) bom Vasco fazer o que queria, abrindo 2 a 0 no começo do jogo. Os cariocas só não ampliaram o placar pois recuaram muito no segundo tempo, com medo do adormecido Corinthians acordar.

Fábio Carille era o técnico interino no comando, e há rumores de que ele pode continuar até o fim do ano, já que Parreira e Joel Santana não aceitaram o convite pra comandar o Timão na reta final do Brasileiro, mas se disponibilizaram para 2011. A diretoria corinthiana parece estar dando força para o inexperiente Carille comandar o time, o que pode não ser uma estratégia boa. A pressão em cima do Corinthians nesse fim de campeonato será enorme, e um treinador que deixou os jogadores escalarem a equipe para o jogo contra o Vasco não parece ser a pessoa certa para esse tipo de situação.

  A solução para o Corinthians voltar a brigar pelo título (ou pelo menos se manter na Libertadores) já foi anunciada, e joga domingo. Ronaldo volta ao time para o confronto com o Guarani. E promete melhorar o futebol do Timão: "A partir de domingo, estarei à disposição. Espero ser importante na volta ao time, espero ser decisivo como sempre fui". É bom não duvidar do que o Fenômeno pode fazer, mas também é bom lembrar que seu bom futebol sumiu há mais tempo que o do Corinthians.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

ACABOU A GRAÇA

Na última quarta feira, o Fluminense tomou uma goleada do Santos, 3 a 0 com direito a show do novo atacante titular Zé Eduardo(Love). Com isso, o Corinthians tinha a chance de igualar os pontos na tabela e retomar a liderança devido aos critérios de desempate, mas tomou uma virada do Atlético-MG. Pra piorar, na quinta feira o Timão caiu para terceiro ao assistir a vitória do Cruzeiro em cima do Guarani, 1 a 0.

A situação do Corinthians já estava difícil antes de entrar em campo. O time está jogando com um "mistão" de reservas e titulares, graças às contínuas contusões que acontecem no elenco. O ataque está enfraquecido sem Ronaldo e Jorge Henrique, a defesa está irreconhecível sem Chicão e Ralf, enquanto o meio perdeu uma peça fundamental, Elias está com a seleção e também não jogaria. Com isso, o técnico Adilson Batista, que ganhou o apelido de "Professor Pardal" por inventar muito na escalação de times que comandou, teria que se virar bem pra arrumar o time, mas seu talento científico atrapalhou o time.

As invenções malucas de Adilson conseguiram piorar o que já estava ruim. Para substituir Chicão, em vez do "titular" enquanto o zagueiro-artilheiro está fora, Paulo André, o treinador pôs Thiago Heleno, um zagueiro que além de ser pior que Paulo, não está entrosado com o time. No lugar de Ralf no meio, o treinador corinthiano delirou, colocou o péssimo Moacir pra jogar, sendo que sua posição de origem é a lateral direita e ele nunca deveria ter se tornado um jogador profissional (ainda mais do Corinthians).No ataque, a opção para substituir Jorge Henrique, foi Dentinho, enfim uma decisão certa.

Mas até quando acertou, Adilson conseguiu errar. Depois de 8 minutos em campo, Dentinho sentiu a contusão que o fez ficar fora dos gramados desde agosto, e pediu substituição. O Professor Pardal entrou em cena mais uma vez, e em vez de trocar um atacante veloz por outro (tinha Defederico no banco), colocou o meia Danilo, um jogador bom, mas (muito) lento.

O Atlético resolveu ajudar o Corinthians, e jogou mal o primeiro tempo. O Timão aproveitou o fraco time mineiro, jogou um futebol razoável e criou algumas chances. Em uma delas, conseguiu fazer 1 a 0 com Paulinho, assim, o alvinegro paulista foi para o intervalo na liderança do Brasileiro. Mas, definitivamente, não era a noite do treinador corinthiano. No segundo tempo, suas invenções já pareciam piadas.

O Corinthians havia tomado um gol de empate depois de Moacir (a invenção de Adilson que mereceria um Nobel) furar a bola na própria área e ceder o escanteio que acabaria com a bola no fundo da rede corinthiana. Depois disso, Roberto Carlos sentiu o cansaço, e Adilson o trocou por Leandro Cástan, um zagueiro, o que acabaria com a ofensividade do Timão pela esquerda, diminuindo as chances de fazer o segundo gol no fraco time do Galo. Neste caso, Edu seria uma boa opção.

O treinador do Corinthians implorou pra perder, e o Atletico atendeu às súplicas. Fez 2 a 1 em mais uma bola aérea, única jogada do time mineiro. Adilson continuou contando piada, e trocou Iarley, o único atacante em campo, por Souza, que voltava de contusão e não tinha ritmo. Imagine o que poderia fazer Souza, que nunca fez nada no Timão, pra mudar o jogo. Enquanto isso, Defederico, que sempre bota fogo na partida e seria a chance do empate, ficava assistindo sentado no banco. Pra finalizar o show de piadas, Moacir jogou a partida toda.

A torcida do Atlético riu à toa de Adilson, mas ficou a impressão de que os corinthianos acharam as piadas de mau gosto. O Corinthians ainda tem boas chances de título, e se vencer os próximos dois jogos, reassume a liderença do Brasileiro de qualquer jeito. Se o Corinthians ganhar de Atlético-GO, domingo, e do Vasco, na quarta, vai a 55 pontos. Portanto, se houver empate entre Cruzeiro e Fluminense, a Raposa vai a 52, e o Tricolor Carioca a 53. Se o time mineiro vencer, chegará a 54 pontos, ainda atrás dos paulistas. E mesmo no pior dos casos, se o atual líder Fluminense vencer, ficará com os mesmos 55 do Timão, mas ficará atrás devido aos critérios de desempate estarem favoráveis ao time paulista.

Adilson tem uma tarefa difícil, mas se não inventar mais nada que pareça gozação, pode garantir um título no centenário, o que acabaria com a piada do "centernada" feita pelos rivais, que também parece não ter graça nenhuma para os corinthianos.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

ANTES TARDE DO QUE NUNCA


Na reta final do Campeonato Brasileiro, o usual seria todos os clubes já terem seu time montado e preparado pra disputar rodada a rodada os pontos que precisam, seja pra disputar a taça, ou lutar contra o rebaixamento. Nesse ano, as coisas estão um pouco diferentes.

A chamada "dança dos técnicos" costuma acontecer no meio do ano, quando os clubes irão com tudo pra garantir um bom final de temporada, mas pra muitos nesse Brasileirão, ela está acontecendo somente agora.

A troca mais recente aconteceu hoje. Vanderlei Luxemburgo acertou com o Flamengo depois de Silas ser mandado embora após somente 10 partidas no comando do rubro-negro. O time teve uma campanha péssima com o treinador no comando, foram 6 empates, 3 derrotas e só uma vitória, apenas 30% de aproveitamento nesses 10 jogos, deixando o Flamengo na 15° posição.

O antigo treinador da Gávea ainda gerou um desconforto no clube dizendo que não era ele que "fazia gol contra", se referindo ao zagueiro Jean, que havia feito um na partida contra o Goiás. A declaração, aliada ao seu desempenho nas partidas, surtiu como um "pedido" pra sair do Flamengo.

 Luxemburgo chega ao time carioca pra tentar provar que continua um dos melhores técnicos do Brasil, o que justificaria os salários que ganha, depois de sair do Atlético Mineiro deixando o Galo na zona de rebaixamento (18°posição). 

Pra isso, o professor Luxa tem um bom elenco a sua disposição e precisa arrumar rápido o time. Seus objetivos já foram traçados: Vanderlei disse que levar o Flamengo para a Copa Sul-Americana  seria "como um título".  

Outro time que mudou tarde, e pagou caro por isso, foi o São Paulo. Dizem que errar uma vez é humano, mas insisitir no erro é burrice. Pelo ditado popular, o tricolor teria que ser homenageado com belas orelhas de burro. No meio do ano, Juvenal Juvêncio, presidente do clube, insistiu em confiar em Ricardo Gomes para as fases finais da Libertadores, mesmo sabendo que o técnico já não vinha bem no comando há algum tempo. Resultado: o São Paulo foi eliminado pelo Internacional e, enfim, demitiu Ricardo Gomes.

O técnico das categorias de base foi nomeado como interino. Sérgio Baresi assumiu o time pra tentar restaurar a confiança e a credibilidade do tricolor. Baresi só iria ficar a frente do time enquanto outro técnico era contratado para o cargo, mas Juvenal (merecedor do belo par de orelhas), decidiu mantê-lo no comando da equipe. Em seus 14 jogos como técnico, conseguiu aproveitamento de 45,2%, com 5 vitórias, 4 empates e 5 derrotas. Números minúsculos perto da grandeza que se espera do São Paulo, e mais um arrependimento na conta, que serviu pra acabar com a temporada do tricolor.

No domingo, dia 3, Paulo César Carpegiani foi anunciado como novo técnico do São Paulo. Depois da bela campanha com o Atlético-PR, deixou o time em 5°, o treinador volta ao tricolor, mas seus números preocupam. Desde que saiu, em 1999,  Carpegiani só ganhou um título, o de campeão baiano, em 2009 com o Vitória. O treinador confirmou a má fase do São Paulo, e declarou que não promete vaga na Libertadores do ano que vem.

 A troca de treinador na reta final do campeonato acontece nos times que perceberam (finalmente) a instabilidade da equipe e tentam procurar alguma solução para almejar algo de bom ainda em 2010. Porém os próprios treinadores não garantem nada pra esse ano, o que deixa bem claro . . 

É tarde demais. 


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O BOM E VELHO FUTEBOL


Tinga, do Internacional, é derrubado por Fábio Costa dentro da área, o juiz não marca pênalti, o Corinthians assegura o empate e mantém a liderança do Brasileiro de 2005, para garantir o título duas rodadas depois. Há 5 anos, começava uma rivalidade que dura até hoje.

A mágoa do Inter com o Corinthians também se fez presente na final da Copa do Brasil do ano passado. Com o clima de decisão, antes do jogo final entre as duas equipes, o vice-presidente de futebol do Inter, Fernando Carvalho, apresentou à imprensa um DVD com seleção de lances nos quais o Corinthians teria sido beneficiado pelas arbitragens, um dossiê que causou polêmica e fez com que o jogo fosse uma guerra. O alvinegro venceu aquela final e garantiu o título, fazendo piadas sobre o "chorão" time do Inter. A rivalidade só aumentou, fazendo com que, depois do Grêmio, o Corinthians seja o clube mais odiado pelos colorados.

Com tudo isso, o duelo de ontem no Beira Rio prometia. O Corinthians jogava a terceira seguida fora de casa pra manter a liderança, e o Inter tinha que vencer pra continuar na disputa pelo título. No começo do jogo, o protagonista da rivalidade entre os dois times, Tinga, foi mais uma vez a estrela principal.

O volante se aproveitava de sua velocidade, e da "burra" linha de impedimento avançada que os zagueiros corinthianos estavam fazendo. Em três oportunidades, Tinga saiu na cara do gol, mas perdeu para os zagueiros: estava impedido, na quarta, depois de tanto insistir, o capitão colorado venceu a zaga corinthiana, que pagou o preço por sua teimosia em alinhar os zagueiros, 1 a 0 Inter. O gol não foi de todo ruim para o Timão. Tinga se machucou no lance, e deu lugar ao atacante Edu. O melhor jogador em campo saiu, e a partida se igualou.

O Corinthians acordou ao tomar o gol, melhorou sua posse de bola, mas ainda pecava nos erros de Paulinho, que perdia todas as bolas. O Timão buscou o empate no fim do primeiro tempo, mas parou nas mãos de Renan, depois do chute de Jorge Henrique, e no travessão, na falta batida por Bruno César, que não marcava há 5 partidas.

Na volta ao segundo tempo, a rivalidade mais uma vez apareceu. O time corinthiano foi "homenageado" pela torcida do Inter, com os gritos de "P.. que pariu, Libertadores o Corinthians nunca viu" e "segunda divisão", ironizando o Brasileiro de 2008, quando o Corinthians disputou a Série B. O alvinegro logo deu o troco na torcida colorada. Jucilei, sempre ele, cruzou pra Jorge Henrique, que matou a bola e colocou no ângulo, um golaço. O empate causou o nervosismo da defesa do Inter, que quase foi castigada com a virada, quando Bruno César completou o cruzamento de Edu, e o travessão mais uma vez tirou o gol do camisa 10.

Celso Roth percebeu que o time ia perder, e tratou de usar seu ótimo elenco. Alecsandro e Andrezinho entraram em campo. O atacante brilhou logo no seu primeiro lance, quando recebeu um cruzamento de D'Alessandro, que mais uma vez jogou muito contra o Timão, e emendou de peixinho para o fundo da rede. 2 a 1 Inter. Perdendo a liderança, o Corinthians reagiu bem ao gol, e tratou de buscar o empate.

Quando o jogo parecia resolvido, aos 47 do 2° tempo, Renan sai mal do gol, Paulo André cabeceia, mas Nei, lateral direito, compensa a falha do goleirão, e espalma a bola pra escanteio. Pênalti e expulsão do lateral. Bruno César, que merecia fazer, errou o travessão, e mandou no meio da gol pra empatar.

O empate já era certo, porém, o jogão de ontem ainda tinha mais uma surpresa. Alecsandro, que havia entrado na metade do segundo tempo, chapelou dois e sofreu uma falta de Paulo André, que foi expulso. Perigosa, a cobrança seria feita por outro que entrou no meio do jogo, o ótimo batedor de faltas, Andrezinho. Mas não foi seu talento que decidiu o jogo, e sim sua sorte. O meia bateu, a bola desviou em Moacir e no travessão(que jogou pro time da casa), pra depois morrer na rede de Julio Cesar.

Um gol pra tirar de vez a liderança do Timão, consagrar o sempre subestimado Celso Roth, que substituiu bem, e finalizar a emocionante partida com a vitória do Internacional: 3 a 2.
Um jogasso pra esquecer a rivalidade e lembrar do bom e velho futebol.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

PEQUENO GRANDE HOMEM

O clássico de ontem poderia manter a liderança isolada do Timão no Brasileiro, mas o alvinegro paulista era um mero coadjuvante na Vila Belmiro. As câmeras estavam voltadas pro time do Santos, mais precisamente pro camisa 11, o polêmico Neymar.

Depois de xingar o técnico Dorival Junior por proibi-lo de bater um pênalti, e desrespeitar a hierarquia do clube, a jóia santista confirmou o que muitos já diziam. Se mostrou apenas um garoto mimado que não está preparado para tamanha cobrança dentro e fora de campo, e muito menos pode servir de exemplo para os pequenos torcedores santistas, que assim como os que entraram em campo ao seu lado ontem, copiando seu estilo e usando a gola da camisa levantada, querem seguir todos passos do ídolo.



Ao ser comparado com Pelé, o garoto parece ter colocado o rei na barriga, e se achou no direito de mandar e desmandar dentro do Santos.

A diretoria do Santos, ao invés de agir da maneira certa, e manter os 15 dias de punição que Dorival havia estabelecido para o indisciplinado Neymar, preferiu agir como um péssimo pai, e fez aumentar a arrogância do filho que criou. Demitiu Dorival do cargo de treinador antes do jogo contra o Corinthians, escalou o camisa 11 para o clássico, e mostrou que os pensamentos mimados do garoto estavam certos: ele manda mesmo no Santos.

Voltando ao coadjuvante da noite, que não tinha nada a ver com a crise da Vila. O Corinthians mostrou que a boa fase continua. Com mais uma atuação brilhante da dupla de volantes Elias e Jucilei, o Timão conseguiu empatar duas vezes quando estava atrás no placar, para no final virar a partida e deixar a taça de campeão cada vez mais perto. O 3 a 2 do jogasso de ontem apagou a estrela principal da noite, e deixou no Santos a dúvida se valeu a pena demitir Dorival pra deixar Neymar jogar.

 Apesar da punição aplicada por Dorival ser desfeita pela diretoria santista, os xingamentos do garoto Neymar não ficaram baratos. Mano Menezes mostrou porque merece estar na seleção brasileira, e não chamou a jóia santista, um dos principais jogadores da "nova seleção", na convocação de hoje cedo. Seu motivo foi o mau comportamento do jogador no clube, que pode ter relação com sua atitude ao vestir a amarelinha.

O ato indiscutível de indisciplina do jogador foi devidamente punido. Dorival, e o bom senso, agradecem Mano . . .


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

MAIS QUE UM TIME, UMA NAÇÃO

"O Corinthians é o time do povo, e é o povo que vai fazer o time". A frase do primeiro presidente do Corinthians previu o que ia se tornar a nação corintiana.
O Corinthians completa 100 anos hoje. O mais importante deste centenário não são os ídolos, os títulos, os jogos marcantes ou os gols mais bonitos. Quando se pensa em Corinthians, se pensa na torcida corintiana, se pensa no bando de loucos.
O maior patrimônio do Sport Club Corinthians Paulista está perto de 30 milhoões. São 30 milhões de fiéis torcedores, que cantam, gritam e incentivam aonde quer que o time esteja, seja qual for o jogo. Ronaldo Fenômeno , um dos ídolos da Fiel resumiu este sentimento no seu primeiro jogo com a camisa do Corinthians: "Essa torcida é incrível, eles não param de cantar, e quando o time toma gol é que eles cantam ainda mais alto".
Nesta madrugada, aconteceu a festa da virada. Os corintianos comemoraram o dia do centenário com um reveillon fora de época, com direito a contagem regressiva, shows e depoimentos dos ídolos da Fiel. A festa foi enorme, 130 mil torcedores compareceram ao Vale do Anhangabaú para homenagear o time. A Fiel mais uma vez foi a protagonista do Corinthians, a torcida cantou, sorriu e chorou na festa que reuniu as emoções do clube ao longo de seus 100 anos.
Ironizado por muitos, mas amado pelos seus torcedores, o Corinthians sempre teve altos e baixos, e foi nas piores horas que todos se deram conta do que significava ser corintiano, maloqueiro e sofredor, graças a Deus. O time tomou posse de uma palavra do dicionário, e explicou melhor do que qualquer um o que significa ser FIEL.
Em 1976, o Timão já amargava um jejum de 22 anos sem títulos, e disputaria uma semifinal de Brasileiro com o Fluminense. Mesmo há 22 anos sem comemorar, mais de 60 mil torcedores alvinegros se deslocaram de São Paulo para o Rio de Janeiro, e fizeram o Maracanã se transformar em um caldeirão da Fiel. O jogo acabou 1 a 1 e o Corinthians levou nos pênaltis. Esse dia ficou conhecido como "Invasão corintiana" e mostrou todo o amor que o torcedor era capaz de demonstrar pelo clube.
No fim do ano de 2007, o Corinthians lutava para não cair depois de uma péssima campanha no Campeonato Brasileiro. O último jogo do ano foi no Olímpico, contra o Grêmio. A torcida alvinegra, como sempre, cumpriu seu papel e incentivou o time(que era horrível) durante todos os 90 minutos. O jogo terminou empatado, e o Timão foi rebaixado para a Série B. A torcida, em meio a gritos e lágrimas, protaganizou um dos momentos mais lindos do futebol, que arrepiou até os torcedores rivais. No apito final, com o time já rebaixado, os torcedores ergueram suas cabeças, balançaram suas bandeiras e juraram continuar amando o clube em qualquer situação, declarando seu amor com o grito que se eternizou: " Eu nunca vou te abandonar, porque eu te amo".
O amor do torcedor é declarado em cada jogo, cada momento da história do Corinthians. Quando perguntados porque tanta paixão por um time, os alvinegros não hesitam em dizer que o amor pelo Timão é maior que qualquer coisa, é um sentimento diferente, inexplicável. E são esses torcedores que conquistam qualquer um que passe por lá. O ídolo Sócrates confirma: "Quando cheguei ao Parque São Jorge eu disse, com absoluta frieza, que era anticorintiano. Hoje, com a carreira encerrada, digo com a mesma tranquilidade que sou corintiano até morrer".
O resumo da história destes 100 anos mostra o que é o Corinthians. São 100 anos de paixão, de amor e de orgulho por vestir uma camisa, balançar uma bandeira e entoar gritos de incentivo. O Corinthians se resume na arquibancada, em cada um dos torcedores alvinegros, o Corinthians se resume em ser um corintiano. Fica aqui um apelo para a torcida: que todo esse amor e devoção continue(e aumente) nos próximos 100 anos.
NÃO PARA, NÃO PARA, NÃO PARA Fiel.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

CARTA NA MANGA

Quatro ases, um de cada naipe. Pra quem não sabe, o ás no jogo de poker é considerada a carta mais forte, e a chamada quadra de ases(quatro ases juntos) é uma das melhores jogadas. É dessa forma que o Milan está tratando o seu novo quarteto. Um de cada naipe, os "veteranos" Ronaldinho(espadas) e Pato(copas) se juntam com as novas contratações Robinho(paus) e Ibrahimovic(ouros) para formar a maior esperança do time rossonero nesta temporada.

Foto exibida no site do Milan.

O Milan não ganha nada desde a conquista da UEFA e do Mundial de Clubes em 2007, ainda com o craque Kaká, eleito melhor jogador do campeonato e artilheiro(10 gols), jogando pelo time italiano. Desde lá, o time foi desmanchando, Kaká saiu em 2009, e o Milan não conquistou mais nenhum título. Acostumado a ser uma das grandes potências da Europa, o Milan atual joga um futebol irreconhecível, com um time abaixo da média. Nesta janela de transferências, Silvio Berlusconi, presidente do clube, resolveu dar um jeito na situação. Contratou os atacantes Robinho, que saiu do Manchester City, e Ibrahimovic, que saiu do Barcelona.
Formando o ataque com Ronaldinho Gaúcho e Pato, e contando com o apoio dos meias Pirlo e Seedorf, Robinho e Ibra podem espantar a má fase que estão passando, e ajudar o Milan, que tem tudo para voltar de onde nunca deveria ter saído, e jogar como potência européia de novo. A experiência pode ser boa para a seleção brasileira. Nesta fase de renovação, Robinho foi um dos poucos veteranos a ficar no time, Pato e Thiago Silva, zagueiro do Milan, também foram convocados. Com o entrosamento que vão adquirir no clube italiano, Mano Menezes poderá contar com uma base para o time que já saberá jogar junto. Isso sem contar Ronaldinho Gaúcho, que brilhou no último jogo do Milan (4x0 sobre o Lecce), e se continuar voando em campo, poderá ser lembrado por Mano para dar um toque de classe ao meio de campo do Brasil. As chances são boas, já que Ronaldinho terá do seu lado melhores jogadores, Robinho e Ibra nem se comparam com Borriello e Inzaghi, e com isso, seu futebol deve evoluir muito. É esperar pra ver, e confiar nas escolhas de Mano Menezes.